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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Splinter Cell Conviction (iOS/Android)


Tom Clancy's: Splinter Cell Conviction trás boa parte da ação do jogo homônimo encontrado nos PCs e Xbox 360 direto para a telinha (carinhosamente falando, já que as proporções ‘TOP’ de hoje em dia ultrapassam fácil até mesmo a generosa tela de LCD do PSP...) do seu smartphone!

Lançado para Iphone e posteriormente para Android, a aventura apresenta pela primeira vez uma história mais ‘humanizada’ na franquia já consagrada por sua ação e stealth. Explorando os sentimentos, assim como a vida pessoal do agente Sam Fisher, Conviction vai longe e assume o posto de um dos jogos mais bem trabalhados para smartphone, assim como aconteceu na versão console.

O enredo é o mesmo encontrado em sua versão ‘grande’, em que inicialmente, Fisher está à procura dos mal feitores que assassinaram sua filha, Sara. 



A história, aliás, é um dos grandes destaques desse jogo, que além de cumprir com o seu papel, que é o de fazer com que os jogadores se aproximem mais da série expondo uma linha mais cativante de acontecimentos (que como dito antes, envolve as emoções e vida pessoal do agente), também conta com incríveis revira-voltas, que em muita das vezes mais lembraram um filme de ação do que qualquer outra coisa. (Sabe o ‘senhor’ do vídeo de abertura? Espere para ver o porquê de seu envolvimento com Fisher ser tão grande assim, que você me entenderá!).

Como se já não fosse suficiente, apesar de compartilharem do mesmo enredo e história, as versões console e mobile não são idênticas... mas calma, isso não é motivo para se preocupar com a qualidade, já que, quando falamos de Gameloft (o estúdio por trás do jogo ‘de bolso’), falamos em uma das melhores produtoras de jogos para celulares da década. Para que não restem dúvidas, a Gameloft exerce o direito de levar do console para a palma da sua mão, diversos títulos da Ubisoft, tais como: Assassin’s Creed, Ghost Recon e até mesmo o bom e velho Rayman. (Isso sem falar nos títulos próprios, como Modern Combat, NOVA, Let’s Golf...).


Bem, voltando... se o enredo é o mesmo, o que é que muda?

Bem, é simples.
É aí que está o maior ponto positivo dessa relação cruzada entre ambas as versões. Se você jogou e curtiu o jogo para Xbox 360 e PC, e pretende jogá-lo novamente, porque não fazê-lo por uma nova perspectiva?
É como se a história fosse recontada, mas, sem perder sua maestria!
Já para quem não tem PC, nem Xbox para usufruir da versão mais potente, saiba que em seu celular o jogo também faz bonito, mantendo muitas das qualidades de seu irmão maior
.
Quanto à jogabilidade, espere por ver muito do que há no console na telinha do seu aparelho celular. É claro que se perde um pouco da fluidez nos movimentos e outros aspectos menores, lembrando que estamos falando de um jogo lançado com os smartphones de 2010 em mente (Iphone 3GS, Motorola Milestone, Nexus One...), o que contribui com a necessidade de modificar um pouco a mecânica do jogo para iOS e Android.

A habilidade “Mark and execute” por exemplo, manteve-se presente, embora um pouco mais simples como de costume. Aqui, não há a necessidade de marcar os inimigos com a tag, Fisher faz tudo por você, basta tocar o ícone no momento desejado. Para executar tal ação, é preciso que você finalize um oponente no corpo-a-corpo.

Felizmente, para os iniciantes, há a opção (a qual já vem habilitada no início do jogo) de utilizar o auxílio na mira, que instantaneamente lhe ajudará a manter o foco em um oponente. Caso você não goste deste recurso, basta desativá-lo no menu.

É raro, mas durante minha jogatina, o analógico digital chegou a apresentar alguns probleminhas, travando em determinada direção... por sorte, bastou soltá-lo para que tudo voltasse ao normal.


Os gráficos são ótimos, tendo em consideração os padrões da época de seu lançamento (2010). Mas mesmo assim, o jogo não faz feio nos dias de hoje, com visuais tridimensionais sólidos, um cenário rico (muitas vezes semelhante ao que visto no videogame da Microsoft, embora encarecido de detalhes...), e um bom aproveitamento da luz e das sombras.
A arte só peca em pequenos detalhes, como paredes em que podemos ver o que há por dentro, e a falta de diversidade de aparências, tanto dos NPCs quanto dos inimigos.


O trabalho sonoro ficou muito bom, mesclando bem o ação e stealth do jogo. Atenuado em momentos mais tranquilos, e mais agitado (estilo “momentos de fuga” em filmes de Hollywood) quando Fisher é avistado.
O único resalve aqui é quanto ao som dos passos do personagem, que mais parecem o trote de um cavalo de tão exagerado.


Conclusão

Conviction para Iphone e Androids nada mais é do que uma versão compacta do mais último Splinter Cell para console, com menos gráficos, jogabilidade um tanto quanto limitada, mas mesmo assim, indispensável para quem curte um bom game.
Atualmente, não chega a ser uma beleza tecnológica como um Mass Effect Infiltration da vida (a meses no Iphone, recém lançado para Android), mas sem dúvidas, quando se trata de experiência e qualidade de jogo, é então que Splinter Cell Conviction mostra-se um páreo forte.
   8/10

Celular utilizado durante a análise: LG Optimus 3D (Android).




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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Need For Speed: Most Wanted, o melhor jogo da série está de volta.





Quem nunca teve o prazer de jogar essa obra-prima, com certeza não sabe o que está perdendo. Lançado em 2005 o jogo "Need for Speed: Most Wanted", trouxe gráficos superior aos antecessores, muitas músicas que na minha opinião eram o charme do game, além da excelente história, onde o principal objetivo é fugir da polícia para subir na "lista dos mais procurados", e consequentemente correr contra os demais procurados que participam da famosa "Black List", para chegar no final e recuperar o seu BMW M3 GTR (perdido logo no início da trama). 

As CG's do game em primeira pessoa também contribuíram para que a história fosse envolvente, fazendo você se sentir dentro dela, algo que até não existia na série NFS.

Após longos 7 anos a EA anuncia um novo "Need for Speed: Most Wanted", feito pelos mesmos criadores de "Burnout", em uma conferência feita pouco antes da E3 para a imprensa, os produtores falaram sobre o game e exibiram uma demo.



Queria muito estar no lugar dele rs'.


No Gameplay podemos notar a grande semelhança em termos gráficos com "Need for Speed: The Run", só que diferente de The Run, Most Wanted tem um mundo amplo e com a liberdade de ir para onde você quiser. Podemos ver também uma mudança significativa na AI dos carros de policia, ao que tudo indica estão mais agressivos e incisivos, se levarmos em conta que na gameplay os carros que aparecem são de nivel 1 de perseguição em relação ao antigo NFSMW, poderemos perceber essa mudança, com mais barreiras e carros te perseguindo. 

Nada do que foi mostrado no gameplay indica a existência de uma nova "Black List", ou que o elemento Tuning irá voltar, este que é o grande trunfo dos games da série. Por enquanto a demo se mostrou bem trabalhada com gráficos bem atraentes, colisões e batidas que tira o fôlego de muitos fãs, além é claro do efeitos sonoros surreais - característica da série, que na minha opinião lembraram o "Need for Speed: Hot Pursuit", outro sucesso que foi re-lançado pela EA depois de anos. Enquanto a data do lançamento? No final do gameplay aparece: 30 de Outubro, só não diz se é nesse ano ou em 2013. As plataformas serão Xbox, Ps3 e PC.

O que esperar desse novo game? Será que vai corresponde à altura do seu antecessor, que fez grande sucesso em 2005, ou será mais um fracasso? Será que vem pra competir com outro sucesso, "Horizon Forza"? O jeito é esperar para ver novas demos e gameplay's, deste que tem tudo para ser um grande sucesso.

Enfim Gamers espero que tenham gostado desta matéria. Quero deixar bem claro que é o meu posto de vista. Deixem comentários, dúvidas e críticas construtivas.

Abraços Galera ^^ 



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sexta-feira, 15 de junho de 2012

E3 e suas novidades para 2012.




E3 deste ano surpreendeu para uma feira que não prometia muitas novidades em termos de hardware. Mesmo sem o lançamento de novos consoles, Sony e Microsoft anunciaram novas funções que dão mais fôlego às suas plataformas e a Nintendo finalmente mostrou o Wii U. Isso sem falar na quantidade meteórica de boas promessas entre os jogos. Veja as principais promessas das poderosas, que segundo eles, prometem muita diversão para Gamers casuais ou viciados.



Cross-play: O Playstation 3 não tem sucessor em mente. Em vez disso a Sony trouxe no ano passado seu novo portátil, o Playstation Vita, e para esse ano promete trazer uma novidade que muitos Gamers esperam à tempos. A tecnologia cross-play, que foi apresentada como uma ferramenta de integração as duas plataformas. Na demonstração, uma partida de um mesmo game foi jogada simultaneamente nos dois aparelhos. É provável que muitos jogos aproveitem essa capacidade, que deverá ser compatível com funções multimídia. A novidade tem tudo para dar certo!



Destaques para a utilização do cross-play.

Wii U e Miiverse: Finalmente vimos o novo console da Nintendo em ação. Nada muito diferente do que já sabíamos, mas o Wii U revelou um potencial gráfico muito bom – fator no qual a empresa estava atrás dos concorrentes. Ainda foi apresentado mais detalhadamente o Miiverse, a rede social da Nintendo por onde os jogadores vão trocar informações e compartilhar resultados. Temos também alguns jogos de destaque no novo console, para quem sentia falta de bons jogos no Nintendo. Quanto mais junto, melhor, disseram os executivos da companhia.


Poderíamos ter tido mais detalhes sobre o novo Wii U.


Xbox SmartGlass e Xbox Music: A Microsoft também não fica pra traz. Em relação as suas novidades, surpreendeu bastante seus fãs e críticos. A empresa chega com a promessa de atingir outros públicos (que vai além dos Gamers) com Xbox SmartGlass. O software segundo os idealizadores permite que você controle seu Xbox remotamente, além de transmitir imagens do seu smartphone ou tablet diretamente para TVs, computadores e notebook, por exemplo. Já o Xbox Music se destaca com acervo com mais de 30 milhões de músicas. Não poderíamos esquecer dos futuros lançamentos dos jogos, veja o resumo feito pelo Baixaki jogos.


Microsoft veio com tudo nessa E3.


Enfim Gamers espero que gostem do que a E3 trouxe esse ano, vale lembrar que muitas coisas estão por vir.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"Tempo bom que não volta nunca mais..."



Quem nunca ficou horas na frente de um Super Nintendo, Mega Drive, ou até mesmo nos portáteis viajando com aquelas trilhas sonoras marcantes?


Com certeza não fui só eu quem fez isso. Sem dúvidas, quem cresceu nesse mundo de diversão e muitas vezes de frustrações (que na minha opinião valeram à pena) por ficar horas na mesma tela, também já fez algo do tipo com o seu(s) jogo(s) favorito(s).


Mesmo com toda essa tecnologia que à cena dos games está passando, com jogos que lembram filmes, CG's que fazem você soltar um: "Caramba, é filme ou Animação?...". É serio!  Mesmo sabendo que é um jogo a gente se pergunta isso, mas enfim, mesmo com toda essas "paradinhas" de hoje, ainda bate aquela saudade dos antigos consoles que marcaram gerações.


"E pesando nisso que a Polishop, para facilitar a sua vida vai lançar...". Brincadeira gente! =P


Colocarei aqui músicas que na minha humilde opinião marcaram não só a minha infância, mas também de vários jogadores sejam viciados ou casuais.
Não são muitas, eu sei... mas enfim, poste aí nos comentários aquelas que você sentiu falta! :)


Megaman X (SNES) – Spark Mandrill


Donkey Kong Country 2 (SNES) – CastleTheme


Final Fantasy 4 (SNES,GBA) - FinalBossBattle

Super Mario RPG (SNES) – Boss Fight

Super Mario 64 – Slide

Killer Instinct (SNES) – Main Theme 

Super Mario World (SNES) – Castle 

Streets of Rage - Stage 1 [Genesis] Music

Sonic (Mega Drive) – Green Hill Zone 


Legend Of Zelda (SNES) - Overworld Theme

Bomberman 4 (SNES) – Battle

Top Gear (SNES) – Las Vegas

Mega Man X (SNES) – Storm Eagle

Super Mario World 2: Yoshi’s Island (SNES) – Boss

Star Fox (SNES) – Corneria


Bom pessoas espero que vocês tenham curtindo, como eu disse antes faltaram algumas, mas é só mandarem quais vocês ouviam e brisavam assim como eu. Flw xD

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Análise: Pokémon Rumble Blast (3DS)


Pokémon. Quem nunca ouviu falar sobre os bichinhos mais famosos do universo dos games e dos animes?

A franquia é uma das que mais vendeu jogos em todo o mundo, isso desde sua primeira geração.

Sua fama inacabável se deve por sua formula viciante e recompensadora, que leva o jogador à capturar os monstrinhos e treiná-los, para que então, possa tornar-se o melhor treinador do mundo.

Desde sempre, a franquia fora atualizada de geração em geração, adicionando novos monstrinhos, mapas e de vez em quando, apresentando jogos fora da linha principal, que buscam explorar de uma maneira diferente, no controle de um (ou mais) pokémons -ao invés de um treinador-, esse mundo vasto e ilimitado que veio sendo construído desde seu princípio.

Pokémon Rumble Blast, ao meu ver, é o melhor Pokémon-portátil-não-tradicional que existe até então. Nele, controlamos monstrinhos de dar corda, muito parecidos com aquele macaquinho que ao dar corda batia pratos, que sem dúvidas alguma todos desejaram ter na infância (eu não tive, buá... rs).

Bem, você deve estar se perguntando, "se não sou um treinador, como poderei ter mais pokémons, além daquele que começo o jogo? "

Muito simples. A ideia da Nintendo foi a de fazer os pokémons parecerem brinquedinhos. Todo mundo quando criança vive colecionando bonequinhos, carrinhos e etc... geralmente, quando um inimigo é derrotado, o mesmo fica lá, ‘no chão’, esperando que você o pegue. Para esclarecer: Sinta-se uma criança que brinca com seus brinquedos em sua sala de estar (ou algo assim... rs). Como é de se esperar, brinquedos não evoluem, então, aqui não há exp., mas sim pontos, que podem ser usados para comprar itens, golpes e por ai vai... Seu Pokémon conta com um HP imutável, ou seja, o bichinho não ‘upa’, logo, seus atributos também não aumentam no decorrer da jogo.

Cada um dos seus pokémons conta com um ou dois golpes, que são acionados com os botões B e A. Se você apertar X, aparecerá a lista com todos os pokémons de sua coleção, basta selecionar para dar corda e substituir o que está no jogo.

Se durante uma fase você perder três pokémons, game over. Mas não se preocupem, você não perde nada do que tenha adquirido até então.

Existem campeonatos e áreas inacessíveis, que serão desbloqueados de acordo com seu progresso.
A trama é boa, nada excepcional, mas lhe imerge de cabeça na causa dos pequeninos, onde a água de uma fonte especial que tem o poder de curar os pokémons está sendo roubada por monstrinhos mal intencionados.

Falando um pouquinho mais sobre a parte técnica, a lista de monstrinhos presentes no jogo é enorme e conta com mais de 600 para colecionar. Ou seja, embora seja diferente dos jogos de maior sucesso da franquia, Pokémon Rumble Blast conta com seu maior trunfo: a fórmula viciante que joga a repetitividade para escanteio e busca mantê-lo atraído até que se pegue todos (ou boa parte) dos pokémons, para que então sua equipe seja imbatível. Para conseguir pokémons mais fortes, você precisa derrotá-los e então recolhe-los, adicionando-os à sua coleção.

Os gráficos são bons, mas fica a sensação de que poderiam ser melhores, porém, a nova estilização utilizada, o efeito 3D e a grande quantidade de inimigos na tela justificam a simplicidade visual. Vale considerar também que o Cell-shading foi muito bem aplicado. Os golpes e as animações estão ótimos e é comum ver a tela do portátil brilhar, expondo efeitos incríveis.

O jogo diverte muito com uma jogabilidade simples e viciante. Acaba por lembrar MMORPGs, como Ragnarok, por exemplo, onde vários monstrinhos com barras de HP visíveis lhe cercam por diversas vezes, que quando morrem geralmente dropam itens e que também conta com cenários amplos e diversificados. Só ficou de fora mesmo a evolução, típica em RPGs que em Pokémon Rumble Blast não dá sinal de vida... complicado, não?

E bem, não é dessa vez que você ouvirá um pokémon falando seu nome, infelizmente. Quem sabe em uma nova versão do jogo tradicional... não é?

Considerações finais
Sem dúvidas, uma ótima opção para os donos do mais novo portátil da Nintendo que não aguentam esperar por um RPG de verdade. É de se passar horas querendo desligar o 3DS, mas com aquele pensamento de “ah, só mais essa fase...” que acaba nos prendendo.


Gráficos: 7,0
Jogabilidade: 9,0
Diversão: 10
Som: 8,0
Média: 8,8


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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Análise: Alan Wake

Nos últimos anos nós presenciamos uma grande evolução nos games. Os títulos se tornaram cada vez mais sérios, mais reais e/ou mais fantasiosos, variando de acordo com o tipo do jogo. Dificilmente, quando um jogo consegue harmonizar realidade e fantasia, geralmente apresentando novos conceitos, é de se esperar, no mínimo, um ótimo jogo.

Após 5 anos em produção, Alan Wake tinha tudo para ser um grande sucesso. O hype por trás desse game foi imenso. Anunciado para PC e Xbox 360, e posteriormente tendo sua versão para PC cortada, Alan Wake foi a maior aposta da Remedy Entertainment, ainda mais se levarmos em consideração o fato do mesmo ser um título exclusivo da Microsoft.

Alan Wake fora apresentado como um jogo de ação com terror psicológico. Se o mesmo cumpriu o prometido, você saberá até o fim desta análise.

Em Alan Wake, o protagonista de nome homônimo é um grande escritor de livros, que em uma fase não tão boa assim, aceita o convite de sua esposa Alice de viajar para tirar umas férias na pequena cidade de Bright Falls. Era um lugar lindo, com belas paisagens, onde a paz - a primeira vista - parecia reinar.
O que Alan não sabia, porém, é que a ideia de sua mulher não era fazê-lo repousar, e sim, ajudá-lo a retomar sua criatividade, o que acabou gerando uma briga, já que todos viviam fazendo o mesmo, ao invés de deixá-lo em paz.
Após a discussão Alan sai do chalé alugado, e pouco tempo depois as luzes se apagam, e em seguida, sua amada, Alice, grita em desespero - já que a mesma tem medo do escuro -. Alan corre de volta e tudo o que vê é Alice afundando no lago. Ele mergulha, em vão.

Após a cena narrada, Alan encontra-se em seu carro no meio da floresta de Bright Falls, após ter sofrido um acidente, e é ai onde o jogo realmente começa. A busca pela esposa de Alan não será fácil, mantenha-se atento!


A narrativa do jogo assemelhasse a diversas séries contemporâneas, onde por muitas vezes, a personagem principal descreve os fatos em primeira pessoa. Até mesmo as fases - se é que podem ser chamadas assim - são apresentadas como episódios, onde após o fim de cada um rola uma tela de encerramento, e em seguida, de abertura do próximo episódio, contando com um resumo do anterior. É algo genial, sinceramente. Não sei como não haviam pensado nisso antes!

No jogo, os principais inimigos são os 'takens', que em uma tradução literal seria o equivalente a 'possuidos'. De fato, cada um de seus inimigos está possuído pelas sombras. Sendo que para que seja possível feri-los, precisamos da ajuda da luz e claro, de uma arma. Basta iluminar os inimigos até que sua proteção se vá para que possamos mandar bala. Pelos cenários encontraremos lanternas (item indispensável, além de ser o único que pode ser carregado), holofotes, postes e muitos outros. Aliás, grande parte dos checkpoints do game são os postes.
Não só os humanos, mas também alguns objetos ou pequenos animais como corvos, portões, máquinas, e móveis - em que os objetos são chamados de potergheists - podem se opor a você. Mas não se preocupe, para esses, basta uma boa fonte de luz que logo sumirão.
Assim como acontece com as fontes de luz, a variedade de armas também é grande, contando com a pistola, a espingarda (de 2 tiros), espingarda automática (de 8 tiros), a flaregun (sinalizador) - a mais poderosa de todas - e a granada de luz.

No decorrer da aventura haverão fases diurnas e fases noturnas, sendo que cada uma delas conta com um esquema diferente.
Nas diurnas Alan interage com os moradores, tendo em vista que boa parte deles age normalmente.
Nas noturnas o ambiente é totalmente diferente. Alan não pode (e nem deve) confiar em qualquer um que apareça. A maioria das pessoas neste momento do jogo são 'takens' e tentaram matá-lo.

Será comum encontrar folhas de papel pelo cenário, sendo que cada uma delas faz parte do manuscrito, logo, acabam contando o que está por vir, o que para alguns pode ser bom e para outros, ruim. Eu particularmente acho uma boa ideia, já que assim o jogo passa a te deixar mais tenso, ainda mais quando não se têm o manuscrito inteiro. O que poderá vir após o que acabei de ler? Pois bem, jogue e verá.

A única ausência notável é a de chefes que realmente pareçam chefes. Colocar 'takens' mais ágeis ou mais fortes para fazer o serviço é aceitável, mas por que não abusar um pouquinho mais e colocar um espírito que não seja humano?

A jogabilidade possui um misto de ação e tiro em terceira pessoa, algo como o que temos em Gears, porém, com uma liberdade muito maior na parte de movimentação de personagem e exploração do cenário. Na verdade, dependendo de quem joga, mais será um survival do que um jogo de tiro.
Há aqui uma boa física, onde objetos são atirados, o controle sobre os carros é ótimo e as ações da personagem são comparáveis às de um humano real.
Todos os personagens possuem movimentos fluídos e boas expressões durante o jogo, mas curiosamente, as cutcenes apresentam algumas falhas, como lags e visual inferior.

Os gráficos são ótimos, mas não superam alguns títulos de peso. O visual conta com boas texturas e personagens muito bem modelados, apesar de em alguns raros momentos, as pessoas parecerem artificiais demais.
Roda liso em 1080p com uma taxa de quadros super estável, sem engasgar ou apresentar lags.
Os cenários são enormes e muito bem detalhados, com uma boa representação de uma verdadeira cidade pequena, onde o maior destaque vai para a floresta de Bright Falls.

O som cumpre bem o seu papel. A dublagem das personagens é boa, nada excepcional, porém, a trilha sonora ficou fantástica, adicionando um clima tenso ao jogo, acelerando o ritmo do mesmo quando a coisa fica feia.

Se há diversão?
Bem, só de analisar o que escrevi acima - analisar a análise... lindo isso. rs - já dá pra ter uma clara ideia de que se trata de um jogaço. Eu mesmo havia estipulado um horário para jogar, para que pudesse aproveitar e aumentar a duração do mesmo. É bom demais para acabar em apenas uma semana! Vá por mim, você se arrependerá se termina-lo demasiadamente cedo! Não tenha pressa.
O jogo tem um universo bem complexo, bastante vivo, que certamente nos lembrará uma obra cinematográfica, ou até mesmo uma novela. O melhor disso é que a interação com o personagem é bastante profunda, já que o mesmo vai comentando a todo tempo os fatos que vão ocorrendo.
Difícil é querer parar de jogar, pois cada desafio do jogo é imprevisível, embora sejam contados ao jogador com antecedência (no caso daqueles que procuram achar todas as folhas do manuscrito, claro).

Tudo nesse jogo o torna diferente dos demais, o que no caso é muito bom. Ele não chega a ser pavoroso como um Silent Hill, nem tão assustador quanto os primeiros Resident Evil's, mas possui seus momentos de pressão psicológica, que trabalham um pouco com o estado geral da personagem, não apenas com seu medo. Poderiam ter ido mais longe nesse quesito, mas o apresentado, realmente, está de bom tamanho.

Considerações finais
Para quem curte suspense ou jogos de ação, é um prato cheio. A narrativa e os fatos que vão somando ao enredo só farão com que você se apaixone cada vez mais. Apesar de faltar um pouquinho só de 'suspense psicológico', Alan Wake cumpre bem seu papel e além disso, apresenta uma das tramas mais empolgantes da década! O jogo mantém você imerso do início ao fim, e no final, ainda deixa um gostinho de 'quero mais'. Esse eu indico, sem erro. É meu jogo preferido.

Enredo: 10
Gráficos: 9,0
Jogabilidade: 9,0
Diversão: 9,5
Som: 8,5
Média: 9,2


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sábado, 12 de novembro de 2011

Análise: Samurai II - Vengeance (Android/iOS)

Hoje é dia de novidades aqui no Gamerlizando!
Como vocês viram, há dois dias adicionei a opção "Android" na barra principal do blog. Logo, essa será minha primeira análise de um game para o sistema, mais precisamente, um jogo otimizado para os Tablets com o Android 3.xx, como o Xoom da Motorola (modelo usado para a análise), os novos Galaxy Tabs, da Samsung, o Acer Iconia, entre outros.


O jogo da vez é o Samurai II Vengeance, da MadFinger Games, uma das maiores desenvolvedoras de jogos para Tablets, também criadora do game Shadowgun - o Gears of War dos Tablets -. Então vamos ao que interessa:




No menu principal, as opções são as seguintes: Game, Dojo, Chapter e Help.

Em Game, podemos iniciar uma nova campanha ou continuar de onde havíamos parado anteriormente. No caso de um novo jogo, é possível escolher entre três dificuldades: Apprentice (Fácil), Samurai (Normal) e Ronin (Difícil).

O modo Dojo nada mais é o que um 'Challenge', onde nossas habilidades serão testadas arduamente. Como em outros jogos, virão ondas e ondas de inimigos, e quanto mais tempo você sobreviver, mais pontos você adquire. Infelizmente, não há uma tabela para futuras comparações com as pontuações obtidas, ou seja, que diferença faz esse modo? A única forma de aproveitá-lo é competir com um amigo para ver quem faz a melhor pontuação, nada mais.

Em Chapter, é possível retornar a uma fase já concluída, caso haja o interesse do jogador. Por falar nisso, adianto que no total, o jogo é composto por 7 capítulos, sendo que, dependendo do nível de dificuldade, cada um deles pode ser concluído por volta de 30 min. à 1h. Boa duração para um jogo 'portátil'.

Selecionando a opção 'Help', podemos conferir uma imagem onde todos os ícones da tela são descritos, explicando cada função dos mesmos.

Logo em seu início, Samurai II apresenta um pouco de seu enredo em um quadrinho, semelhantes as HQ's ou os Mangás que estamos acostumados a ver. Como em toda análise que fiz aqui, contarei à vocês um pouco sobre o enredo do game, só que dessa vez, de uma forma diferente:

"Alguns anos após a morte do Shogun, a guerra entre os líderes sedentos por sangue esquentava. E onde há guerra, há também morte e fome... E, oportunidades para o pior tipo (de pessoa)."

Essa é a tradução da primeira cena da intro do jogo, que já diz muito sobre o que se passa no game.

O samurai que controlamos se chama Daisuke.
Daisuke vive indo ao encontro desses valentões, na tentativa de achar respostas para suas perguntas.
O que o motiva é o ódio que tem por Orochi, um demônio (algo comum na mitologia japonesa), que havia levado tudo o que o nosso herói tinha, inclusive o que lhe dava prazer em viver, sua esposa. O samurai passa grande parte do jogo buscando informações que o leve até Orochi, para que então possa enfrentá-lo.

Na jogabilidade, o título também pega carona com o sucesso da Sony. Em diversos momentos será necessário matar uma onda de inimigos para avançar, ou até mesmo ativar algum dispositivo para abrir um portão ou descer uma ponte. Nessa questão, o jogo faz o feijão com arroz, nem tão superficial, nem tão profundo. Puzzles interessantes seriam uma boa para darem um empurrãozinho...

Para controlar nosso samurai é fácil, são apenas três botões, sem contar o analógico. Há o de golpe rápido, o de golpe forte e o de desvio. A disposição na tela pode ser alterada, aproximando-os das bordas do Tablet para aqueles que tem mão pequenas ou afastando-os, para os que tem mãos grandes, por exemplo.
Como na maioria dos jogos de ação, os combos são bem fluídos, apesar de repetitivos. Se durante a primeira fase você não adorar a experiência, antes de terminar a terceira já terá enjoado.
A repetitividade na verdade não chega a ser causada pela jogabilidade, mas sim pela falta de acontecimentos abaladores na trama, que despertem a atenção do jogador. A campanha é bem legal, diverte por boas horas, mas não há nada de extraordinário. Os cenários são bem variados, existem armadilhas, muitos inimigos, mas as possibilidades não são muitas. Monótono. Podemos defini-lo assim.


Visualmente o jogo impressiona, sendo um dos games mais belos já visto em um Tablet. Samurai II possui um visual em cell shadding, o que lhe garante uma aparência cartunesca, bem animada.
Apesar de colorido e todo engraçadinho, não se engane. Sangue jorra pra todo lado, a todo momento, como não poderia deixar de ser em um jogo com espadas, samurais e marmanjos que se acham. Tecnicamente falando, os gráficos são similares aos da geração passada de videogames em seu alge, sendo que pelas texturas e cores, o mesmo poderia ser considerado de última geração. Só deixaram a desejar no design das personagens, que além de não serem tão detalhados, contam com poucas variações.

Os sons são ótimos, há uma harmonia incrível entre a música de fundo com o que é visto nas telas. Quando enfrentamos inimigos o ritmo muda um pouco, ficando mais 'acelerado', mas sem fugir do padrão. Conseguiram transportar bem a sensação de 'produto japonês'.


Considerações finais
Se Shadowgun fosse Gears, Samurai II seria God of War. O jogo da MadFinger Games só não chega a ser tão épico quanto o da Sony porque não quer. O que faltou aqui foram inimigos incríveis, cenas empolgantes e chefes mais elaborados. Quem sabe o pessoal a Mad não ouve minhas preces e coloca um pouco da mitologia japonesa no próximo título, né? Seria ótimo se fugissem um pouco da realidade, propondo experiências novas. Samurai II é muito bom, mas podiam ter explorado ainda mais a cultura que dá vida a trama, não se limitando aos samurais.

Gráficos: 9,0
Jogabilidade: 8,0
Diversão: 7,0
Som: 9,5
Média: 8,3

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